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Da bolha da IA às preocupações com o Fed: cenário global 2026

Mercados globais devem subir em 2026, mas a volatilidade persiste ante valuations de IA, possibilidade de corte agressivo nos EUA e riscos no crédito privado

A trader on the New York Stock Exchange wears 2026 glasses to see in the new year.
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Projeções para 2026 apontam continuidade de alta com volatilidade nos mercados globais. Analistas indicam queda de juros no BoE e uma moderação nas condições nos EUA, o que pode sustentar ganhos em ações e títulos. O cenário prevê crescimento global próximo de 2,8%.

Mercados globais devem manter trajetória de altas, embora sujeita a oscilações. Estimativas apontam alta de até 15% em ações globais e ganho moderado em bolsas norte-americanas, com atenção especial a fatores como IA, políticas monetárias e tensões geopolíticas.

Entre os principais riscos, destacam-se quedas acentuadas na avaliação de tech e a possibilidade de turbulência caso a nova gestão da Fed, sob influência de cortes agressivos, altere o cenário de juros.

Na prática, o S&P 500 pode encerrar 2026 entre 7.700 e 8.100 pontos, conforme projeções de bancos e casas de investimento. A UBS projeta alta de cerca de 15% para o conjunto de ações globais até o fim do ano.

No Reino Unido, estimativas indicam que o índice FTSE 100 possa manter o impulso, com dividendos recordes e potenciais ganhos de dois dígitos influenciando o humor de investidores de varejo.

No âmbito macro, economias avançadas devem se beneficiar de condições financeiras mais favoráveis e estímulos fiscais moderados. Analistas preveem avanço global apoiado por demanda externa, com China e EUA puxando o crescimento.

Commodities devem reagir a fatores geopolíticos, com o petróleo sensível a conflitos regionais. Projeções indicam Brent em torno de US$ 58 o barril ao fim de 2026, com variações previstas ao longo do ano.

Banco central e juros aparecem como determinantes: cortes nos EUA e no Reino Unido constam em cenários base, condicionados à evolução do mercado de trabalho e à inflação. A atenção fica também sobre a independência da política monetária americana diante de mudanças gerenciais.

Especialistas destacam cenários alternativos: desaceleração mais forte do que o esperado pode frear ganhos, enquanto um impulso de atividade pode inflacionar novamente, exigindo ajustes na política monetária.

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