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TCU não suspende liquidação; pode favorecer dono do Master em ação judicial

TCU não suspende a liquidação do Master, mas inspeção pode favorecer Vorcaro para pleitear indenização; BC recorre e risco de descongelamento de bens persiste

Caso Master: quase 1500 instituições financeiras divulgam carta em defesa do Banco Central
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Ao indicar a abertura de uma inspeção em documentos do banco Master no Banco Central, o ministro do TCU Jonathan de Jesus sinalizou que não deve suspender a liquidação da instituição, segundo apurou-se.

O ministro ressaltou a possibilidade de a liquidação ser irreversível e manteve a inspeção para verificar se houve falhas ou irregularidades nos procedimentos do BC. Especialistas ouvidos pelo mercado avaliam esse tom como sinal de autonomia regulatória do BC.

Ao mesmo tempo, a decisão pode beneficiar o empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, ao abrir espaço para eventual indenização e desbloqueio de ativos na Justiça, conforme leitura de analistas.

Impasse técnico no TCU

O Banco Central recorreu da decisão monocrática de Jonathan de Jesus, defendendo que medidas desse tipo exigem aval de uma das Câmaras do TCU, em decisão colegiada. Enquanto o recurso não é decidido, técnicos do tribunal não têm acesso aos documentos da liquidação.

Segundo fontes do mercado, a inspeção pode servir como base para defender a forma como o BC conduziu o processo de liquidação, caso haja questionamentos jurídicos no STF. Também é apontado que o Master dificilmente voltará a operar.

Ponto de atenção: preservação de ativos

O despacho do ministro do TCU deixa claro que pode haver medidas para impedir o BC de vender bens do banco liquidado, caso haja risco de atos irreversíveis. A ideia é preservar o valor da massa liquidanda e assegurar o controle externo, desde que haja fundamentos objetivos.

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