Matanzas, Cuba – Cubanos enfrentam possibilidade de piora na crise econômica após a apreensão de mais dois carregamentos de petróleo ligados à Venezuela pela Marinha dos EUA nesta quarta-feira. A ação ocorre dias após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças americanas.
No porto de Matanzas, bombas de combustível fechadas e longas filas refletem o desabastecimento cada vez maior. A nova apreensão aumenta o temor de que os tradicionais racionamentos de energia, já frequentes, se intensifiquem.
Os EUA interceptaram, ainda nesta semana, o cargueiro Marinera, com bandeira russa, no Atlântico próximo a Islândia, após longa perseguição. A ação é a quarta desde o endurecimento do embargo a navios sancionados que circulam entre Venezuela e outras nações.
Para Cuba, a perda do petróleo venezuelano é particularmente danosa. Dados de 2024 indicam que a Venezuela entregou em média 27 mil barris por dia ao país entre janeiro e novembro, cobrindo aproximadamente metade do déficit de óleo cubano, segundo documentos da PDVSA.
A rendição de fontes de fonte mexicana foi citada por autoridades mexicanas como estável, sem aumento de envios de petróleo a Cuba, além do que já vinha ocorrendo historicamente. Autoridades locais descrevem o cenário como desafiador e de previsões instáveis.
Cidadãos cubanos expressam raiva e firmeza diante da pressão externa, com relatos de que a resistência deverá perdurar caso novos cortes ocorram. Empresários locais observam impactos diretos sobre custo de energia, emprego e custo de vida.
O governo cubano não forneceu novas estimativas oficiais sobre o impacto agregado, mas reiterou a importância de diversificar fornecimentos e manter a operação de serviços essenciais com base no que for possível diante do cenário externo.
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