Os empregos no setor de manufatura dos EUA seguem em queda, mesmo após a promessa de Trump de impulsionar a produção com tarifas. Em dezembro, o setor manteve oito meses de baixa, revelando que o plano fiscal não gerou o boom esperado.
Dados divulgados na sexta-feira mostram taxa de desemprego em 4,4% em dezembro, ante 4,5% em novembro. As estimativas de criação de empregos foram revisadas para baixo, sinalizando fraco ritmo de contratação.
A previsão aponta que, no primeiro ano do segundo mandato, o ritmo de criação de empregos na indústria caiu para 49 mil por mês em 2025, frente 168 mil no ano anterior. A população ativa permaneceu estável.
Em dezembro, o setor perdeu mais 8 mil postos, segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho. O emprego nas fábricas caiu para 12,69 milhões, o menor nível desde março de 2022.
Enquanto a indústria recua, o setor de construção mostrou crescimento lento, sustentado por investimentos em data centers. A mineração e extração de madeira também recuaram, com 608 mil empregos em dezembro, contra 626 mil em abril.
Desempenho por grupo e contexto
A taxa de desemprego entre negros subiu de 6,2% no início do mandato para 7,5% nos últimos dois meses. Entre brancos, houve estabilidade entre 3,5% e 3,8% desde abril de 2024.
O mercado encara impactos de regras de imigração mais rígidas e da aplicação de leis de deportação, que afetam a força de trabalho. O saldo, porém, permanece transparente: desemprego baixo, mas criação de empregos fraca.
Perspectivas legais
Analistas aguardam decisão da Suprema Corte sobre a legalidade de várias tarifas associadas à segurança nacional. Trump promoveu as tarifas como alavanca para recuperar a hegemonia industrial dos EUA, mas a legalidade é contestada.
As autoridades continuam monitorando o desempenho macroeconômico e as implicações das tarifas na inflação, nos custos das empresas e no comportamento dos consumidores. As decisões futuras poderão redefinir o ritmo de expansão da indústria.
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