O J.P. Morgan projeta que o Fed elevará a taxa de juros dos EUA em 2027. Barclays, Goldman Sachs e Morgan Stanley revisaram as previsões, adiando cortes para meados de 2026, diante de sinais de que o mercado de trabalho não piora rapidamente.
Dados de sexta-feira indicaram desaceleração do emprego em dezembro, mas a taxa de desemprego caiu para 4,4% e houve avanço nos salários, sugerindo resistência do mercado. O banco vê espaço para manter os juros estáveis na reunião de janeiro, caso a força de trabalho permaneça firme.
Reavaliação de cortes pelos bancos
Goldman Sachs e Barclays passaram a projetar cortes de 25 pontos-base em setembro e dezembro, respectivamente, após previsão anterior de cortes mais cedo. Morgan Stanley também alterou a janela de cortes para junho e setembro.
Wells Fargo e BofA Global Research mantiveram apostas em cortes para março/junho e junho/julho, respectivamente, refletindo uma visão de resposta gradual dos juros à inflação e ao emprego. Medidas de mercado mostram alta probabilidade de estabilidade na próxima reunião do Fed.
Política e independência do Fed
No âmbito político, ocorreram relatos sobre tensões envolvendo o presidente Donald Trump e o chair do Fed, Jerome Powell. A depender de fontes, Powell teria sido alvo de acusações, o que alimenta debates sobre a independência do banco central diante de pressões políticas. A Casa Branca e o Fed não comentaram oficialmente sobre o tema.
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