Donald Trump minimizou o acordo comercial entre EUA, México e Canadá, o TMEC, durante discurso em Detroit. A publicação de inflação de 2025 coincidiu com a visita ao coração industrial americano.
O presidente afirmou que não há vantagem real para os Estados Unidos no TMEC, que está em revisão obrigatória em 2025. A renovação depende da concordância entre os três países até 1º de julho.
O TMEC, assinado em 2020, substituiu o NAFTA e prevê extensão de 16 anos se todas as partes aceitarem a renovação. Caso não haja acordo, seguirão revisões anuais até 2036 ou até novo avanço.
Trump afirmou que Canadá seria o principal beneficiado e que os EUA não precisam de produtos canadenses ou mexicanos. Perguntado sobre renegociação, respondeu de modo evasivo, sinalizando irrelevância.
As declarações ocorrem em meio a tensões comerciais anteriores, com tarifas impostas aos produtos mexicanos e canadenses. O diálogo atual busca manter relações estáveis para setores-chave, como o automotivo.
Ford, Cadillac e outras montadoras dependem de cadeias de suprimento interligadas na região. Executivos do setor temem impactos negativos caso o TMEC sofra alterações significativas.
Jim Farley, CEO da Ford, disse que liberações tarifárias favorecem concorrentes e elevam custos de produção para a marca. A indústria automotiva segue pressionando pela estabilidade comercial na região.
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