A Fitch alerta para possível rebaixamento de crédito na Europa Oriental caso as tensões entre EUA e Groenlândia quebrem a coesão da OTAN. A expectativa é de que haja um efeito de um degrau nos ratings em cenários geopolíticos de risco elevado.
O comentário partiu de James Longsdon, chefe de rating soberano da Fitch, em entrevista à Reuters. A agência já aplica um ajuste de um degrau em hotspots como Israel, Taiwan e Coreia do Sul e avalia extensão semelhante na Europa se a aliança militar se enfraquecer.
Longsdon explicou que qualquer ação dependeria de como as situações evoluem, com a proximidade da Rússia sendo um fator crucial. Ele enfatizou que é preciso observar o desdobramento antes de tomar medidas.
Dinamarquesa, a primeira-ministra Mette Frederiksen disse que há um desacordo fundamental com os EUA após as insistências sobre Groenlândia. Ela afirmou que o conflito poderia colocar a OTAN em risco, sem detalhar consequências.
Apesar do tom relativamente cauteloso da Fitch, Longsdon ressaltou que o risco de downgrades não deve afetar a nota de Dinamarca, ainda entre as poucas com triplo A. O tamanho da Groenlândia, segundo ele, a torna economicamente pouco relevante para o país.
A Dinamarca detém o triplo A entre países europeus com baixa relação de dívida, entre outros na lista de rating máximo. A Fitch sugeriu que a avaliação do rating soberano depende de como evoluem as tensões com Greenland e a relação com a Rússia.
A reportagem é de Marc Jones, com edição de Mark Potter.
Entre na conversa da comunidade