O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende que o Banco Central tenha autoridade para regular os fundos de investimento. A medida, segundo ele, fortaleceria a supervisão do sistema financeiro após a liquidação do Banco Master.
Haddad informou que a proposta prevê transferir a regulamentação e a supervisão dos fundos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para o BC. A ideia está sendo discutida pela autoridade monetária e pela Procuradoria Geral da República.
Para o ministro, ampliar o poder de supervisão do BC permitiria que tudo fosse monitorado em um único órgão. Ele disse que essa seria “mais ou menos a estrutura dos bancos centrais no mundo desenvolvido”.
Contexto do caso Banco Master
As autoridades trabalham para esclarecer se o Banco Master usou fundos de investimento controlados pela CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários para inflar ativos e obter liquidez. O BC liquidou o Banco Master em novembro e também liquidou a CBSF, antiga Reag, recentemente.
O presidente-executivo do Banco Master, Daniel Vorcaro, negou irregularidades. Advogados do fundador da Reag, João Carlos Mansur, disseram não ter acesso ao caso, mas se colocaram à disposição para esclarecer às autoridades.
A transferência de supervisão da CVM para o BC representaria uma mudança relevante na regulação do setor de fundos de investimento. Haddad disse que o caso do Master pode representar uma das maiores fraudes bancárias do país.
Haddad reforçou o apoio ao presidente do BC, Gabriel Galipolo, cuja atuação no caso tem recebido escrutínio. O ministro afirmou que Galipolo herdou problemas criados antes de assumir a presidência do BC e expressou confiança na condução dele.
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