O preço do ouro atingiu novo recorde nesta segunda-feira, impulsionado pela busca por ativos de refúgio. O metal valorizou 1,6% nas negociações matinais, chegando a 4.666 dólares por onça, após ter alcançado 4.689 dólares. Futuras de ouro para fevereiro subiram 1,7%.
O preço da prata também bateu recorde, alcançando 94,08 dólares a onça e, pouco depois, recuou para 93,15, com valorização de 3,6% no começo do pregão. As altas refletem a aversão a risco ante tensões geopolíticas.
Mercados europeus abriram em baixa, com quedas esperadas em Londres e demais praças. O pano de fundo são ameaças de tarifas adicionais dos EUA sobre países europeus para pressionar a negociação da compra de Groenlândia.
No fim de fim de semana, o presidente dos EUA falou sobre tarifas e a possibilidade de impor 25% sobre bens europeus até que haja acordo para a compra total de Groenlândia. A medida seria gradual, com etapas previstas para fevereiro e junho.
A moeda norte-americana recuou frente ativos considerados refúgio, com o dólar caindo 4% ante algumas moedas de proteção e recuos menores frente o iene japonês. A reação depende do andamento das negociações internacionais.
Comunicadores da União Europeia preparam medidas de retaliação caso as tarifas avancem. Analistas destacam que o tema Groenlândia elevou a percepção de risco geopolítico, alimentando a demanda por ouro.
Segundo especialistas, o impulso ao ouro decorre da busca por proteção de valor em cenários de incerteza. A valorização também é atribuída à volatilidade nas negociações comerciais.
- Lobos do mercado destacam que o cenário pode manter o ouro em patamares elevados até clarificação das mensagens oficiais. A disponibilidade de ativos de refúgio continua sendo fator-chave na formação de preços.
Entre na conversa da comunidade