O pedido para colocar o norte da Inglaterra no centro da estratégia de net zero ganhou fôlego após análises mostrarem que o setor representa uma parcela maior da economia regional do que do país como um todo. A dirigente trabalhista Rachel Reeves é instada a priorizar essa área na estratégia de crescimento em energia limpa.
A análise, feita pela Northern Powerhouse Partnership, aponta que o net zero responde por uma fatia maior da produção regional no norte do que no conjunto do Brasil. A região responde por pouco mais de um quinto da produção nacional ligada a net zero.
Em Sunderland, o debate ganha contorno político. Líderes do Labour alertam que a Reform UK, caso vença as eleições, poderia desmontar a indústria de energia limpa na cidade. A formação prometeu abandonar políticas associadas a net zero, segundo o relato.
Dados destacam o norte na economia de net zero
O estudo da The Data City revela que o norte abriga aproximadamente 140 mil empregos ligados ao net zero, o que fica próximo de 2% do total nacional. A participação regional é compatível com a média do país, ainda que o peso econômico seja maior em determinadas áreas.
Em cidades como Sunderland, Tyneside, Warrington, Darlington e Cumberland, o net zero responde por 6% a 7% do valor agregado bruto, incluindo empregos bem remunerados na produção de veículos elétricos, retrofit de edificações e projetos de energia eólica e solar.
Contexto político e perspectivas regionais
Julie Elliott, assessora do Labour, defende que Reeves precisa alinhar a estratégia de energia limpa com o Norte para facilitar investimentos de fundos nacionais e GB Energy na região. Segundo analistas, o êxito da transição pode reindustrializar o norte, aumentar a produtividade e sustentar investimentos de longo prazo.
Líderes locais ressaltam que avanços em infraestrutura ferroviária e projetos de energia limpa podem acelerar o crescimento regional. Em Sunderland, o futuro político municipal pode influenciar a permanência de investimentos direcionados à indústria local.
Michael Mordey, líder do Labour na prefeitura de Sunderland, afirmou que políticas da Reform UK poderiam prejudicar a economia local caso haja vitória eleitoral. A críticas se concentram no potencial impacto sobre empregos e dinamismo econômico da cidade.
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