Two sites na costa da Escócia buscam nova vida com investimento chinês, em meio a tensões de segurança e a reconfigurações da indústria de energia renovável.
Hunterston, na costa de Ayrshire, está sendo preparado para abrigar uma fábrica de cabos submarinos, com investimento previsto de até 1,5 bilhão de libras. O local foi um antigo estaleiro de carvão, agora transformado em polo da nova economia azul e verde.
Ardersier, no Moray Firth, perto de Inverness, recebeu melhoria de centenas de milhões de libras, financiando a atualização de um antigo estaleiro de construção naval. O futuro depende de contratos na indústria de energia offshore.
O que está em jogo
A aprovação para Mingyang, gigante chinesa de engenharia, construir uma fábrica de turbinas no site de Ardersier é a principal esperança de retomada. A decisão depende de avaliações de segurança e de aprovação regulatória no Reino Unido.
A Orient Cables, também conhecida como NingBo Orient, é outra empresa chinesa que não encontra obstáculos ao investir em Hunterston. Ela já forneceu cabos submarinos para a expansão do setor e busca cerca de 250 milhões de libras para adquirir um navio de cablagem.
Panorama de financiamento e riscos
A reestruturação do projeto XLCC, que se tornou Aquora, envolve a aquisição de uma embarcação de cablagem para atender a demanda europeia por energia offshore. O grupo houve mudanças de gestão e de estratégia, buscando viabilizar a fábrica de Hunterston.
Na região, a atuação de investidores japoneses também é relevante: em Ardersier, Mitsui e Sumitomo portam interesses relacionados a uma fábrica subsea e à montagem de turbinas, conectando-se a projetos na costa britânica.
Este cenário ocorre em meio a pressões econômicas globais que atrapalham cronogramas de obras e à evolução de redes de interconexão no Mar do Norte. A política externa britânica também passa por ajustes em relação à China.
A conjuntura internacional inclui negociações recentes de embaixadas e visitas de líderes, além de alterações na postura de segurança nacional que afetam aprovações de grandes investimentos. As decisões podem influenciar a agenda de contratos e a cadeia de fornecimento da indústria eólica offshore no Reino Unido.
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