O incêndio ocorrido no bar Le Constellation, em Crans-Montana (Valais), no Ano Novo, deixou 40 mortos e mais de 100 feridos. O fogo atingiu o local durante a celebração, provocando uma resposta rápida de equipes de emergência e autoridades locais. As investigações apontam que o estabelecimento não passava por uma vistoria de segurança há seis anos, algo que reacendeu o debate sobre normas uniformes no país.
O acidente envolve os proprietários do bar, Jacques Moretti e a esposa, que já estão sob investigação por homicídio culposo e outras acusações. As primeiras apurações indicam que velas de aquecimento com faíscas contribuíram para o incêndio, elevando a pressão sobre o setor para reforçar padrões de segurança.
Crans-Montana registrou cancelamentos de reservas, impactando uma região com alta procura por imóveis de luxo, em especial Verbier. Autoridades locais afirmam que a procura por hospedagem permanece estável no conjunto de suíços, com maioria das estadias acontecendo em chalés e apartamentos.
Impacto no turismo e na percepção de segurança
Hotéis da região relataram queda de reservas e reprogramação de datas. O setor teme que a confiança na qualidade de segurança suíça recue, afetando a imagem de um país que envolve tarifas elevadas e reputação de rigor.
Desdobramentos regulatórios e resposta pública
O episódio reacende a discussão sobre normas federais vs. autonomia cantonal. Autoridades afirmam que inspeções devem ocorrer com mais regularidade e que é preciso definir padrões nacionais de segurança para eventos. Em Vale, seguros imobiliários não são obrigatórios em quatro cantões, o que aumenta o risco para proprietários e para a proteção de edifícios.
Fontes oficiais indicam que o turismo suíço respondia, em 2021, por cerca de 22,17 bilhões de dólares, equivalente a 3% do PIB. A crise levou autoridades a criar um gabinete de crise para apoiar suízos e estrangeiros afetados pela tragédia.
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