Donald Trump escolheu Kevin Warsh, ex-membro do Federal Reserve, para chefiar o Fed quando o mandato de Jerome Powell terminar em maio. A nomeação prevê uma mudança de liderança na instituição, ainda sujeita à confirmação pelo Senado.
Warsh é conhecido por críticas frequentes à atuação do Fed e por defender mudanças profundas na política monetária, incluindo cortes agressivos de juros. O presidente apresentou a indicação em Washington e ressaltou a confiança no indicado.
A nomeação encerra um processo de meses, com Warsh disputando o posto contra outros nomes relevantes, entre eles assessores da Casa Branca e integrantes do próprio Fed. A confirmação exige aprovação do Senado.
Analistas destacam que a escolha pode reacender o debate sobre a independência do Fed frente ao poder político e às políticas defendidas por Trump. A atuação de Powell sob críticas já vinha aumentando tensões institucionais.
Warsh, 55 anos, tem trajetória ligada a Wall Street, com passagem pela instituição durante a crise de 2007-2009 sob a liderança de Ben Bernanke. Também é professor visitante na Hoover Institution, de Stanford.
A possível mudança ocorre em um momento de decisões recentes do Fed, que em 2025 reduziu a taxa de juros para o intervalo de 3,50% a 3,75% e sinalizou pausa. A próxima direção só deve se consolidar com a confirmação parlamentar.
Além da atuação regulatória, Warsh defende ajustes no balanço do Fed e a menor intervenção direta na economia, o que poderia ampliar espaço para políticas de estímulo via redução de juros. A decisão final dependerá do Senado.
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