A prática de precificação por unidade em frutas e verduras está gerando dúvidas entre consumidores na Austrália. Grandes redes como Woolworths, Coles e Aldi expandem esse formato sem sempre apresentar o preço por quilo, o que dificulta a comparação de ofertas.
Em uma loja Woolworths, um cacho de bananas para crianças custa 3,70 por unidade, com peso de 530 g. O preço por quilo, extrapolado, fica próximo de 6,98, quase o dobro do cavendish solto próximo, que é ofertado a 3,50 por kg. Abriga-se assim uma discrepância prática para o mesmo produto.
Outro teste de um leitor mostrou que pepinos continentes, de 340 g, custaram 7,35 por kg, enquanto o pepino Lebanese ficou em 4,90 por kg. A diferença entre itens próximos no mesmo corredor revela variação imprevisível quando se usa apenas a unidade como referência.
Coles e Aldi também ampliam o uso de preço por unidade. Em uma unidade Coles visitada recentemente, itens como couve-flor aparecem a 5 dólares cada, enquanto brócolis é anunciado a 8 dólares por kg. Lettuces em embalagens plásticas não trazem peso visível no rótulo.
Ao lado, a prática de precificar por unidade aparece em frutas como kiwis, limões, melões e mamões, entre outros. Em alguns casos, não há preço por quilo exposto, nem peso marcado nas embalagens, dificultando comparação com itens vendidos a peso.
Em compras online, Guardian Australia identificou volatilidade maior de preços quando o item é vendido por unidade. Plataformas de Coles e Aldi exibem preço aproximado por unidade e peso médio, com ajuste de preço conforme o peso real, segundo a matéria.
Especialistas ouvidos afirmam que a presença de um peso médio acompanhado do preço por peso facilita a transparência. Profissional de um negócio local destacou que não há barreira técnica para reconciliar peso real e preço final.
Em resposta, Woolworths informou que o formato de preço é comunicado de forma a permitir escolhas informadas. Coles afirmou que a mistura de preços por quilo e por unidade facilita a seleção, buscando equilíbrio entre transparência e simplicidade.
Consumidores e especialistas defendem que as redes apresentem, de maneira consistente, o preço por quilograma em lojas físicas e online. A legislação federal não definiu mudanças obrigatórias nesse modelo de precificação, segundo autoridades ouvidas pela imprensa.
Entre na conversa da comunidade