Prestes a começar, o Carnaval de 2026 inaugura uma sequência de feriados que se estende até o fim do ano. Dos dez feriados nacionais, nove caem em dias úteis, o que pode interromper atividades produtivas.
A Copa do Mundo acontece no meio do ano, seguida das eleições, o que tende a reorganizar o consumo. Grandes eventos devem elevar o fluxo em bares, restaurantes e demais estabelecimentos de lazer.
Esse cenário pode favorecer investimentos no setor de lazer, ainda pouco representado na bolsa. Anos com mais feriados costumam estimular o consumo fora de casa, especialmente de bebidas.
Entretanto, as cervejarias enfrentam pressão. Dados recentes indicam queda no consumo, com produção 6,5% menor em novembro ante o mesmo mês do ano anterior, segundo o IBGE.
Para 2026, especialistas consideram um ano desafiador para a indústria, ainda que dezembro tenha apresentado recuperação gradual. A visão é de aquecimento moderado no trimestre.
Diante do cenário, surgem caminhos de investimento no setor de lazer. Uma alternativa são recebíveis de crédito, com foco em capital de giro de estabelecimentos.
A fintech Hurst Capital estruturou uma operação de microcrédito para bares, restaurantes, mercearias e lojas de conveniência, em parceria com a Pantore Pay, que atua com crédito para restaurantes.
O retorno projetado da operação é de até 23% ao ano, com contratos de mútuo digitalizados e cessão fiduciária. Os pagamentos vão para uma conta vinculada e o fluxo é monitorado.
Segundo a Hurst, o objetivo é aproximar investidores de um segmento com acesso restrito a crédito, oferecendo garantias e fluxo controlado para o investidor.
O modelo prevê milhares de empréstimos mensais, que podem ser securitizados e distribuídos a investidores. O prazo inicial é de 12 meses, com prorrogação por igual período.
O aporte mínimo é de R$ 10 mil. A tributação segue a tabela regressiva da renda fixa, variando entre 22,5% e 15% conforme o prazo. 2026 é visto como favorável ao segmento financiado.
Entre na conversa da comunidade