O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, antigo Banco Voiter, e de suas demais entidades associadas ao grupo, incluindo a Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliários S.A. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (18), envolve o processo de deterioração da situação econômico-financeira e do risco de liquidez, além de infrações às normas que regem a atividade.
O Banco Pleno havia sido adquirido em 2023 pelo empresário Augusto Lima, em operação aprovada pelo BC. O negócio envolveu a mudança de controle societário do antigo Voiter, após sua rebatização, com aquisição pelo Master no ano passado. Lima já estava sob investigação na esfera da Polícia Federal.
Segundo o BC, o conjunto detém apenas 0,04% do total de ativos do SFN e representa 0,05% das captações do sistema. O último balanço do banco, referente a dezembro de 2024, aponta captação de R$ 6,7 bilhões, com R$ 6,365 bilhões em CDBs, patrimônio líquido de cerca de R$ 511 milhões e carteira de crédito de R$ 1,147 bilhão.
Contexto
O BC não informou, até o fechamento desta edição, novas medidas ou prazos para a gestão de ativos e para clientes. Procurado pela Bloomberg Línea, o Banco Pleno não se manifestou. A operação de liquidação autoriza a intervenção direta do regulador para encerrar as atividades da instituição.
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