O setor automotivo australiano encara multas multimilionárias caso não melhore a eficiência de carbono dos veículos novos. Mazda, Nissan e Subaru aparecem entre as marcas com potencial passivo financeiro significativo, apurado após os primeiros seis meses de avaliação da nova norma de eficiência veicular.
Dados divulgados indicam que 40 empresas, ou 68% do total, superaram a meta inicial de eficiência média de emissões por quilômetro. Entre as que tiveram desempenho superior, estão BYD, Toyota, Tesla, Kia, Ford, Volkswagen, BMW e Polestar.
Desempenho e dívidas potenciais
Por outro lado, 19 companhias não atingiram as metas e podem ter de comprar créditos ou pagar penalidades se não melhorarem até o fim do prazo de dois anos e meio. Mazda acumula passivo potencial de aproximadamente US$ 25 milhões; Nissan, mais de US$ 10 milhões; Subaru, US$ 7 milhões. Os encargos podem aumentar ou diminuir até 2029.
Outras empresas que não alcançaram o alvo inicial incluem Hyundai, General Motors, Honda, Porsche, Ferrari e Jaguar. A ministra dos Transportes, Catherine King, informou que a média de poluição de veículos leves novos ficou 21% acima da meta, destacando que o padrão apoia emissões menores e acessibilidade aos veículos.
Contexto do mercado e impactos
Veículos elétricos representaram 12% das vendas de novos na segunda metade do ano passado, tecnologia ainda abaixo do necessário para o efeito esperado do regime. Os 88% restantes foram de veículos a gasolina e híbridos.
Globalmente, cerca de 25% dos carros vendidos no ano passado eram elétricos. A Austrália continua atrás de muitos países desenvolvidos na adoção de EV, com China figurando como o maior mercado mundial de EV.
Mecanismo e créditos
O padrão australiano exige que os fabricantes forneçam veículos novos com uma média de emissões por quilômetro abaixo de um objetivo estabelecido. A meta é reduzida ao longo do tempo, sem proibir modelos mais poluentes; créditos podem ser usados para compensar excedentes.
Nos primeiros seis meses, as empresas acumularam 17,2 milhões de créditos por superar as metas. Quem ficou aquém amargou uma responsabilidade potencial de 1,3 milhão de toneladas de emissões. O saldo líquido ficou em 15,9 milhões de créditos disponíveis para anos futuros.
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