A Movida informou que mira ampliar sua base de clientes, mantendo a rentabilidade mesmo com juros elevados e incertezas econômicas. O plano inclui melhorar a experiência em pontos de venda e ampliar serviços, sem priorizar aumento da frota.
Em 2025, a empresa captou 675 mil novos clientes que nunca haviam utilizado a marca. Com a recorrência, a base cresceu 13%, alcançando 1,33 milhão de aluguéis. O CEO Gustavo Moscatelli afirma que o crescimento tem gerado maior rentabilidade.
A companhia destacou que o melhor mês de janeiro foi o de 2025, refletindo o efeito da estratégia. Moscatelli diz que ampliar a base de clientes ajuda a precificar melhor e ganhou participação de mercado, mesmo com o setor não crescendo.
Nova experiência de atendimento
A Movida inaugurou a primeira loja de aluguel de carros dentro da área de embarque de um aeroporto, em Brasília. A medida visa atender clientes com mais tempo disponível, antes ou durante a viagem, segundo o CEO.
A empresa também investe em totens de atendimento e senhas digitais para reduzir filas. O sistema permite monitorar em tempo real o número de clientes na fila e o tempo de espera, aumentando a eficiência operacional.
Expansão de lojas e seminovos
A Movida opera cerca de 260 lojas de aluguel e 100 unidades de seminovos. Para 2026, a meta é abrir entre 10 e 20 lojas de locação e pouco mais de 25 unidades de seminovos. O modelo autoshopping aparece como novidade em termos de custo.
Além de facilitar o financiamento, vistoria e despachante, as lojas autoshopping oferecem estrutura maior para compras de veículos usados. Carros com maior quilometragem podem seguir para o comércio atacadista, com margens menores.
Eficiência e manutenção
Outra aposta é a criação de unidades de manutenção rápida, os chamados Pit Stop, para a frota alugada. Seis unidades já foram abertas e outras 23 devem entrar em operação até o fim do 1º semestre.
O objetivo é disponibilizar serviço de manutenção enquanto o carro está sendo atendido, com duração de até uma hora. A Movida afirma redução de 19% no custo de manutenção interna e satisfação de 90% entre os clientes.
Gestão de dívidas e perspectivas
Em 5 de fevereiro, a Movida informou captações totais de 3,5 bilhões de reais, para cumprir vencimentos de 2026. O financiamento contou com a participação do IFC, braço do Banco Mundial, de 235 milhões de dólares.
Segundo Moscatelli, o pacote melhora o perfil da dívida, reduz o custo médio e aumenta o prazo. A empresa planeja crescer em 2026 sem ampliar a frota, apostando em novidades e maior retorno por veículo.
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