A Renault prevê queda de margem em 2026 devido à pressão de preços que compromete o lucro. A companhia divulgou, nesta quinta, resultados de 2025 com queda de 15% no lucro operacional e confirmou guidance para reduzir a margem para cerca de 5,5% em 2026.
As ações da Renault recuaram quase 6% ao longo do pregão após a divulgação. O grupo manteve o foco em competitividade diante da entrada de marcas chinesas na Europa e da estratégia agressiva de vendas da Stellantis para ganhar participação de mercado.
Em 2025, o lucro operacional atingiu 3,6 bilhões de euros, alinhado ao consenso de analistas. A margem operacional consolidada ficou em 6,3%, frente a 7,6% em 2024, com pressões de preço responsáveis por mais de 700 milhões de euros do recuo.
A empresa informou margem alvo de aproximadamente 5,5% para 2026, com variação entre 5% e 7% no médio prazo. Mesmo assim, o crescimento de mercados internacionais ajudou a aumentar vendas em 3,2%, para 2,34 milhões de veículos, e a receita em 3%, para 57,9 bilhões de euros.
No âmbito estratégico, a Renault aposta no SUV Duster para ampliar presença na Índia e segue expansão na América do Sul, visando maior escala e menor dependência da Europa. O objetivo é reduzir custos variáveis por veículo em cerca de 400 euros, conforme melhoras obtidas em 2025.
A rentabilidade total do grupo foi afetada por um prejuízo líquido de 10,9 bilhões de euros em base acionária no ano, majoritariamente por uma baixa contábil extraordinária de 9,3 bilhões de euros ligada à participação na Nissan. O grupo manterá dividendo de 2,20 euros por ação.
Entre 2025 e 2026, as ações da Renault registraram retração de 25% no ano passado e acumulam queda de cerca de 8% neste ano, diante da comparação com rivais como a Stellantis, cuja queda é de cerca de 30%.
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