O dólar fechou a sexta-feira em queda no Brasil, abaixo de 5,20 reais, após a Suprema Corte dos EUA rejeitar tarifas impostas pelo presidente Donald Trump. O câmbio acompanhou a fraqueza da moeda norte-americana no exterior.
Às 17h06, o dólar futuro para março caía 0,77%, a 5,1840 reais. O fechamento à vista ficou em 5,1766 reais, queda de 0,99%, o menor desde 28 de maio de 2024 (5,1539 reais). A semana, abreviada pelo Carnaval, terminou com baixa de 1,03%.
A decisão judicial derrubou tarifas baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), considerado excessivo para o Congresso. A Corte manteve que o uso da lei de 1977 extrapolou autoridade.
Em reação global, o dólar recuou, registrando mínima de 5,1739 reais por volta das 15h47, quando Trump sinalizou novas medidas. O presidente afirmou que pode impor tarifa global de 10% e iniciar novas investigações comerciais.
Economistas analisam que esse desfecho favorece o real e a bolsa brasileira, mas pode aumentar a volatilidade cambial diante de cenários incertos nos EUA. Segundo André Valério, do Inter, a tendência global de enfraquecimento do dólar permanece, ainda que haja volatilidade local.
No plano doméstico, o Banco Central realizou dois leilões de linha para rolar vencimentos de março: vendeu 1 bilhão de dólares dos 2 bilhões ofertados. Também ofereceu swap cambial tradicional, vendendo 35.100 contratos dos 50.000 disponíveis.
Entre na conversa da comunidade