O Carrefour adiantou que vai manter em pausa a venda de sua subsidiária na Argentina. A decisão foi anunciada pelo CEO global da empresa, Alexandre Bompard, que explicou que o processo foi interrompido diante da falta de propostas que atendessem às expectativas do conselho de administração.
O principal postulante a assumir a operação argentina é o Grupo de Narváez (GDN), controlador das redes Changomas. Segundo fontes próximas ao GDN, não houve resposta formal à proposta apresentada, e as informações disponíveis são limitadas.
O GDN, liderado por Francisco de Narváez, havia apresentado uma oferta final de US$ 1 bilhão em novembro. O consórcio detém 60% das ações, com 40% sob o guarda‑chuva do fundo L Catterton, que tem entre seus acionistas a LVMH e Bernard Arnault.
Mudança de plano estratégico
Bompard afirmou que a revisão de ativos já está encerrada e que o Carrefour dividiu os mercados em estratégicos e periféricos. A Argentina ficou entre os mercados considerados fora do núcleo, com a possibilidade de retomada futura do processo de venda.
O executivo destacou que, no curto prazo, não há portas fechadas, mas o foco é melhorar operações e gerar valor. O anúncio ocorre em um contexto de ajustes globais que incluem Polônia, Bélgica e Argentina.
Contexto financeiro e recente atuação no país
No quarto trimestre de 2025, o Carrefour registrou vendas globais de 24,3 bilhões de euros, 1,6% acima do registrado. Na Argentina, as vendas cresceram 24,3% e 33,6% em termos comparáveis e de área, respectivamente, em meio a inflação elevada e desaceleração de volumes.
Para 2026, a empresa planeja tornar as operações argentinas mais eficientes, buscando maior valor agregado por meio de novos negócios ou pela venda de ativos. Em setembro, a rede ampliou sua presença no país com a aquisição da rede mendocina Super A. Fonte: Forbes.
Entre na conversa da comunidade