Os papéis da Novo Nordisk sofreram forte queda nesta segunda-feira, após a divulgação de resultados de um estudo clínico com a CagriSema, medicamento em desenvolvimento para perda de peso. A droga mostrou desempenho inferior ao da tirzepatida, componente dos fármacos da Eli Lilly, na fase 3 de 84 semanas. A reação do mercado ocorreu logo na abertura, com desvalorização de mais de 15% e abertura acima de US$ 40 por ação.
A Eli Lilly, por sua vez, registrou ganhos na sessão, com as ações subindo cerca de 3,3% pela manhã. No estudo REDEFINE 4, participaram 809 voluntários com obesidade, com peso médio de 114,3 kg. A perda de peso média foi de 23% na CagriSema, frente a 25,5% observados com tirzepatida após 84 semanas.
A diferença entre os resultados não foi a única notícia negativa para a Novo. A empresa enfrenta volatilidade acionária em meio a disputas regulatórias e judiciais, bem como a concorrência de Wegovy, da Novo, e Mounjaro, da Lilly. A farmacêutica britânica também vê pressões de mercado decorrentes da aprovação de doses mais altas do Wegovy pela União Europeia.
A Novo Nordisk acusa a ex-parceira Hims & Hers de promover cópias de baixo custo do Wegovy por meio de telemedicina, em uma disputa que culminou com queda acentuada das ações da própria Novo no início do mês. A Hims & Hers, que chegou a recuar diante de ameaças legais, tem enfrentado sua própria volatilidade no mercado.
O que é a CagriSema
A CagriSema combina semaglutida com cagrilintida, um análogo da amilina, buscando controle conjunto do apetite. O objetivo é ampliar a eficácia na redução de peso em comparação aos tratamentos atuais. O medicamento encontra-se na fase 3 de testes e ainda não recebeu aprovação da FDA.
A Novo solicitou a aprovação regulatória no fim de 2025, com expectativa de decisão até o final de 2026. Os resultados do REDEFINE 4 foram divulgados nesta segunda-feira (23), mostrando desempenho inferior ao esperado em relação à tirzepatida.
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