Profissionais do JPMorgan e do Citigroup no Oriente Médio foram orientados a trabalhar de casa à medida que as tensões na região se intensificam. O contexto envolve a guerra aérea entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, com impactos regionais em viagens e operações. As informações são de duas fontes que solicitaram não ser identificadas.
Ambos os bancos afirmaram não esperar interrupções em suas operações na região. O Citigroup destacou que mantém planos de contingência para continuar atendendo clientes e a segurança de funcionários e famílias está entre as prioridades.
As tensões no Oriente Médio aumentaram após ataques aéreos de EUA e Israel contra o Irã, que teriam provocado retaliação com lançamentos de mísseis. Países do Golfo e aliados de Washington teriam sido alvo das ações de retaliação.
Desdobramentos logísticos e regionais
A Arábia Saudita fechou sua maior refinaria após ataques com drones que provocaram incêndio. Explosões também foram ouvidas em Dubai e Samha, nos Emirados Árabes, além de Doha, no Catar. Problemas de energia afetaram a AWS nos Emirados e no Bahrein após o que foi descrito como objetos não identificados atingindo um data center e provocando incêndio.
Impacto no mercado e nos deslocamentos
As hostilidades contribuíram para interrupções nas viagens aéreas, com várias áreas do espaço aéreo do Oriente Médio fechadas. Ações de empresas de viagens globais recuaram. O conflito ameaça reduzir captações e negócios transfronteiriços na região, à medida que bancos e negociadores reduzem viagens por segurança e risco operacional.
Bancos internacionais anunciaram renovação de medidas de segurança. O Standard Chartered, o Sumitomo Mitsui Financial Group e o Mitsubishi UFJ Financial Group orientaram seus funcionários a adiar viagens ao Oriente Médio. O Mizuho indicou que pode haver evacuação voluntária de colaboradores em Dubai e Riade, conforme a exposição regional aumenta.
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