O preço do petróleo subiu cerca de 8% na manhã desta segunda-feira, após ataques retaliatórios do Irã que interromperam o transporte no Estreito de Ormuz. A medida ocorreu após um bombardeio no fim de semana, atribuído a Israel e aos EUA, que deixou um líder iraniano morto.
O estreito, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, ficou parcialmente fechado, interrompendo embarques entre o Golfo e o Mar Arábico. Navios minerais e tanques aguardavam fora da rota, elevando a incerteza sobre o fornecimento global.
O Brent chegou a subir para US$ 82,37 o barril, o maior nível desde jan/2025, antes de recuar para US$ 78,43, alta de 7,6% às 7h55. O WTI atingiu US$ 75,33, maior desde jun, e recuou para US$ 71,82, alta de 7,2%.
Segundo analistas, o movimento reflete dúvidas sobre a extensão do conflito e seu impacto na estabilidade regional. O cenário é visto como choque geopolítico, não ainda uma crise sistêmica.
Mercado e impactos
Mais de 200 embarcações estavam ancoradas fora do Ormuz, com três navios-tanque danificados e um marinheiro morto nos ataques no Golfo. O fluxo de combustíveis ficou temporariamente comprometido.
Analistas destacam que o petróleo já vinha com prêmio de risco devido ao conflito. O Brent acumula alta anual, superior a 19%, e o WTI, próxima de 17%, até o fim da semana passada.
A Opep+ informou, no domingo, que aumentará a produção em 206 mil barris por dia para abril. A medida busca manter equilíbrio diante das tensões regionais, com a Arábia Saudita operando próximo de capacidade total.
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