A WEG anunciou a construção de uma nova fábrica em Itajaí para produzir sistemas de armazenamento de energia com baterias (BESS). A operação visa atender ao mercado brasileiro de armazenamento de energia.
A empresa tem fechados contratos com comércios e indústrias e mira o leilão do Ministério de Minas e Energia, previsto para abril, ainda sem edital. O objetivo é ampliar a presença de BESS no país.
Aferições internas indicam que o leilão pode contratar cerca de 8 gigawatts-hora, equivalentes a 2 GW de potência por 4 horas. A WEG pretende obter 2 GWh/h, representando 25% da demanda prevista, para movimentar a fábrica.
Concorrência e apoio financeiro
A disputa por fornecimento de equipamentos deve ficar entre fabricantes nacionais, como WEG e Moura, e players estrangeiros como Tesla, CATL, BYD e Huawei. O conteúdo local é apontado pela empresa como grande vantagem competitiva.
Clientes da WEG poderão acessar financiamento do BNDES via linhas Finame, com juros mais competitivos. O executivo afirma que esse apoio financeiro pode ser decisivo quando as taxas estiverem elevadas.
O banco já destinou, à WEG, cerca de R$ 280 milhões para a produção de BESS em Itajaí, dentro do programa Mais Inovação. A fábrica deve operar a pleno até o terceiro trimestre de 2027, com fornecimento aos vencedores do leilão a partir de agosto de 2028.
A WEG avalia que o leilão pode impulsionar a unidade de BESS a um novo patamar, ainda que o segmento já tenha demanda externa. A empresa cita projetos internacionais em andamento.
Expansão e projetos em andamento
Entre as iniciativas globais, a WEG está montando um sistema de microgeração para a ilha de Fernando de Noronha, com geração solar e baterias. Também está implantando estruturas para recarga simultânea de ônibus elétricos em São Paulo.
Além disso, a companhia atua em mercados como Colômbia, México, África do Sul e Finlândia, já vendeu para os EUA e desenvolve microgrids com baterias na Austrália e em Porto Rico. A WEG mantém atuação global com presença de escritórios pelo mundo.
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