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Petrobras precisa estar preparada para todo cenário do petróleo, diz CEO

Petrobras diz estar preparada para qualquer cenário de preço do petróleo diante da volatilidade no Golfo Pérsico e de estoques de árabe leve assegurados

Magda Chambriard, CEO da Petrobras: 'A política de repasses nervosos na variação de preço do petróleo, principalmente para cima, é uma coisa do passado'. (Foto: Bloomberg)
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A Petrobras afirmou estar pronta para enfrentar qualquer cenário de preço do petróleo diante dos riscos gerados pelo conflito no Golfo Pérsico. A presidente Magda Chambriard destacou que a volatilidade ainda não tem uma direção definida, com projeções que variam entre US$ 120 e US$ 53 o barril para o próximo ano.

Segundo Magda Chambriard, analistas apontam extremos na cotação e a prioridade é manter a empresa resiliente diante de possíveis oscilações. A executiva enfatizou que a estatal já avalia diferentes cenários para proteger resultados.

Logística e Oferta de Insumos

Claudio Schlosser, diretor de logística, comercialização e mercados, explicou que a produção de lubrificantes na Reduc utiliza o óleo árabe leve, vindo do Oriente Médio. A Petrobras importa cerca de dois navios do produto a cada três meses.

A companhia já mantém estoques de árabe leve no Brasil e tem embarcações a caminho. Outras encomendas chegam por três rotas diferentes, o que reduz o risco de falta do insumo. Os fluxos seguem principalmente para Índia, China e Europa.

Schlosser informou que o frete já reage ao cenário global e que as margens da Petrobras, no momento, têm se mostrado mais favoráveis na colocação de seus óleos. Os mercados atendidos ficam fora da região conflituosa.

Desempenho e Política de Preços

Chambriard reforçou que, apesar da volatilidade, a política de preços segue funcionando normalmente. Ela citou o lucro líquido de 110 bilhões de reais em 2025 como evidência de capacidade de gestão, mesmo com a queda de 14% do Brent no ano anterior.

A executiva apontou que políticas de repasse de preço passaram a funcionar de forma mais estável, beneficiando a sociedade como um todo, e não apenas alguns importadores. A análise é baseada nos resultados fechados de 2025.

Perspectiva sobre Venezuela

A CEO também comentou sobre exploração de petróleo na Venezuela. A Petrobras só avaliaria a possibilidade se o embargo for cancelado e não possui autorização para atuar no país no momento. O tema depende de mudanças políticas e regulatórias.

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