O pré-mercado desta sexta-feira acompanha a tensão no Oriente Médio após ataques dos EUA ao Irã no fim de semana que reacenderam temores de interrupção no fornecimento pelo Estreito de Ormuz. Analistas monitoram o possível choque de oferta e o impacto no petróleo.
O Estreito de Ormuz, entre Omã e Irã, é rota crítica para o petróleo mundial, com previsão de cerca de 13 milhões de barris por dia pelo canal em 2025, correspondendo a 31% do fluxo marítimo. A possibilidade de interrupção preocupa mercados globais.
Para o CEO da Zermatt Partners, Enrico Cozzolino, o aumento das tensões derrubou índices globais e influencia a bolsa brasileira. A incerteza geopolítica pode atrasar cortes de juros à medida que a inflação, pressionada pelo petróleo, se mantém alta.
Perspectivas de mercado
O início do dia mostra quedas nos contratos futuros dos principais índices americanos no pré-mercado e nas cotas do ETF EWZ. Investidores aguardam dados de emprego não-agrícola, desemprego e varejo nos EUA.
Indicadores econômicos relevantes
No Brasil, o IGP-DI de fevereiro caiu 0,84%, com produção industrial de janeiro variando entre expectativas de alta e queda anterior. Nos EUA, o relatório de emprego de fevereiro traz expectativa de 58 mil vagas, frente a 130 mil anteriores, com desemprego estável em 4,3%.
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