Most Americans acreditam que os preços da gasolina vão subir nos próximos meses após a decisão do presidente Donald Trump de lançar ataques militares contra o Irã. A leitura é de uma pesquisa Reuters/Ipsos encerrada na segunda-feira.
A pesquisa online ouviu 1.021 adultos nos EUA entre quatro dias. De acordo com o levantamento, 67% esperam queda de preços nos próximos 12 meses, sendo 85% democratas, 44% republicanos. A maioria também prevê envolvimento militar prolongado.
Foram registrados ataques coordenados entre EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, com o irã citando perdas significativas. A ofensiva ocorreu sem confirmação imediata de danos colaterais.
A sondagem aponta que apenas 29% aprovam os ataques, pouco abaixo do índice de 27% apurado logo após o início da campanha. O benchmark tem margem de erro de cerca de 3 pontos percentuais.
Além disso, 64% dos respondentes dizem que Trump não explicou claramente os objetivos do envolvimento militar no Irã. Entre os republicanos, esse percentual chega a 25%, entre democratas, a 90%.
Precificação e contexto
Desde o início dos ataques, os preços da gasolina subiram cerca de 50 centavos por galão nos EUA. Analistas preveem semanas ou meses de pressão nos custos globais de energia, ainda que o conflito se encerre rapidamente.
O governo avalia opções para conter o repasse de custos aos consumidores, mas especialistas lembram que a influência sobre o petróleo global é limitada. Em coletiva, Trump afirmou que a operação militar está adiantada em relação ao cronograma previsto.
Quase metade dos americanos, incluindo parcela de republicanos e maioria de democratas, acredita que a guerra terá impacto negativo nas finanças pessoais. A pesquisa foi conduzida pela Reuters/Ipsos de forma online, com margem de erro de 3 pontos.
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