O barril de petróleo rompeu a casa dos US$ 100, alimentando a percepção de crise na oferta global. O choque ocorre em meio a tensões entre EUA e aliados israelenses e a escalada da guerra no Irã, que envolve ataques a infraestrutura de petróleo em Teerã e riscos de interrupção no Estreito de Ormuz.
A queda de disponibilidade atinge mercados globais de energia e fertilizantes, com quedas de gás natural e impactos diretos nos custos logísticos. Analistas avaliam que a volatilidade pode se intensificar caso a crise se estenda, pressionando os preços por mais tempo.
Impactos no Brasil
No agronegócio, a alta de custos se aproxima em momentos de colheita de soja e plantio de milho. Distribuidores sinalizam restrições de oferta de diesel e fretes mais caros, elevando o custo logístico interno.
Especialistas locais apontam que a defasagem entre o diesel vendido pela Petrobras e o preço internacional acelera importações, levando fornecedores a segurarem estoques. A expectativa é de novos aumentos nos fertilizantes e defensivos para as próximas safras.
Cenário internacional e respostas
A reunião de ministros de Fazenda do G7 discutiu uso emergencial de reservas de petróleo, sem decisão até o momento. O Brent operou perto de US$ 99 após a sinalização de encontro entre os países.
A Agência Internacional de Energia aponta riscos significativos e crescentes para o mundo. Fatih Birol afirmou que os estoques de emergência podem ser liberados, com volumes disponíveis para o mercado, conforme informações veiculadas após a reunião.
Perspectivas para o curto prazo
Analistas destacam que a paralisação no Estreito de Ormuz pode se manter por semanas, elevando a pressão sobre preços e atividade econômica global. A situação exige monitoramento contínuo e respostas de política energética dos países, sem previsões definitivas.
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