O preço do petróleo disparou após cortes de produção de países-chave e sinalização de continuidade do governo iraniano. Em consequência, mercados reagiram com alta histórica, apontando para impactos em economias e consumidores ao redor do mundo. A escalada ocorreu na segunda-feira, num contexto de tensão no Oriente Médio.
Quase todos os grandes produtores reduziram o abastecimento, com Kuwait e Iraque entre os que cortaram volume no fim de semana. A contenção de saída pelo estreito de Hormuz intensificou o temor de desabastecimento. Analistas destacaram que a referência Brent pode registrar ganho recorde em uma única sessão.
Nações e autoridades tentaram medidas para conter o impacto. Os ministros de finanças do G7 avaliam usar reservas de emergência de petróleo. Em Seul, a Coreia do Sul anunciou teto de preços de combustíveis, estendendo-se a preocupação com a dependência externa de energia.
Ao redor, Japão e Vietnã discutiram estratégias de resposta, com o Japão avaliando a possibilidade de liberar reservas, embora não haja decisão tomada. O país importa grande parte de seu petróleo do Oriente Médio e mantém reservas para longo prazo.
Em contrapartida, Pequim pediu reduções nas exportações de combustíveis para estabilizar o mercado global, enquanto China busca mitigar impactos sobre a indústria interna. Enquanto isso, Bangladesh suspendeu atividades universitárias para economizar energia, e Vietnam zerou tarifas de importação de combustíveis temporariamente.
No cenário político, o Irã nomeou Mojtaba Khamenei como indicado sucessor do atual líder supremo Ali Khamenei, sinalizando continuidade de linha dura. Attaques a infraestrutura de petróleo e a logística regional elevam a tensão e alimentam o temor de retaliações.
Na Europa e nas Américas, a alta do petróleo pressiona inflação e custos de energia. As perspectivas de curto prazo ainda dependem de decisões de produção de OPEP+ e de ações para evitar interrupções adicionais no fluxo de petróleo pelo Golfo.
Fonte: Reuters.
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