A Lego planeja ampliar seus investimentos nos Estados Unidos, apesar dos riscos políticos associados à guerra no Irã. A decisão foi anunciada pelo CEO Niels B. Christiansen em entrevista à Bloomberg News, baseada no desempenho financeiro de 2025 da fabricante dinamarquesa de brinquedos.
Segundo Christiansen, há um impulso no mercado norte-americano e ele vem crescendo, sem sinais de recessão. A Lego atribui esse cenário à continuidade do consumo mesmo diante de incertezas globais, destacando resultados de vendas fortes nos EUA.
A companhia divulgou resultados de 2025 com receita total de 83,5 bilhões de coroas dinamarquesas (US$ 12,9 bilhões), um avanço de 12%. As vendas ao consumidor subiram 16%, puxadas pela demanda em todas as regiões e segmentos, superando o ritmo do mercado global de brinquedos, que avançou 7%.
Nos últimos anos, a Lego investiu na ampliação de seu portfólio. A linha atingiu um recorde de 868 itens, incluindo parcerias com a Fórmula 1. A empresa também trabalha para ampliar sua presença nos EUA com uma nova fábrica na Virgínia, prevista para 2027, e expandir o varejo para além das grandes áreas metropolitanas, em cidades como Minnetonka (Minnesota) e Broomfield (Colorado).
Outra mudança relevante é a inauguração de uma nova sede para as Américas em Boston, para apoiar contratações locais. Christiansen ressaltou que o crescimento nos EUA tem sido sólido nos últimos três anos e pode continuar, com ganho de participação de mercado e maior flexibilidade frente a um ambiente global volátil.
A Lego afirma acompanhar de perto tensões geopolíticas no Oriente Médio, incluindo movimentos nos preços do petróleo, sem, até o momento, registrar impactos no comportamento do consumidor. A empresa mantém foco em desempenho financeiro estável e na expansão estratégica no mercado americano.
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