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Meta compra Moltbook, rede social de agentes de IA, e contrata criadores

Meta adquire Moltbook, levando criadores ao Meta Superintelligence Labs; objetivo é ampliar identidade e coordenação entre agentes de IA

Meta diz que clientes da Moltbook poderão seguir na plataforma por enquanto, mesmo após a aquisição pela empresa
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Meta adquiriu a Moltbook, rede social pensada para agentes de IA, em um movimento que reforça a estratégia da empresa rumo à superinteligência. O acordo envolve os criadores Matt Schlicht e Ben Parr, que passam a integrar o Meta Superintelligence Labs, unidade comandada por Alexandr Wang, ex-CEO da Scale AI.

A conclusão da operação não teve o valor divulgado. Segundo a Meta, o negócio deve ser finalizado em meados de março, e Schlicht e Parr iniciam a atuação no laboratório em 16 de março. A Moltbook traz um produto ainda experimental que busca criar uma camada social para softwares autônomos operarem entre si.

A Moltbook funciona em paralelo ao OpenClaw, projeto ligado ao ecossistema de agentes autônomos. O software já teve o nome Clawdbot e, no mês passado, também recebeu o rótulo Moltbot. A OpenAI contratou recentemente Peter Steinberger, criador do OpenClaw, para trabalhar no desenvolvimento de código aberto com apoio da empresa.

A entrada dos fundadores na Meta sugere uma conexão entre pesquisa em IA e plataformas com foco social. Em comunicado ao Axios, a empresa indicou que a chegada da equipe da Moltbook ao MSL abre novas formas para agentes de IA atuarem para pessoas e empresas. A empresa aponta valor na organização criada pela startup.

Em post no blog da Meta, Vishal Shah informou que clientes atuais da Moltbook poderão seguir usando a plataforma por enquanto, com a manutenção prevista para ser temporária. Ele mencionou que a tecnologia permitiu que agentes verifiquem identidades e conectem-se entre si em nome de usuários humanos, abrindo caminho para coordenação de tarefas e compartilhamento de informações entre agentes.

O negócio sinaliza uma tendência no mercado de IA: startups que ganharam visibilidade rápida passam a ser absorvidas por grandes empresas, que buscam talento técnico e formatos de produto com potencial para virar infraestrutura de uso mais amplo. A operação também evidencia a tendência de colocar IA em superfícies sociais e de interface.

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