O anúncio foi feito na quarta-feira pela Agência Internacional de Energia (IEA). 32 países membros, incluindo os Estados Unidos, irão liberar 400 milhões de barris de petróleo de estoques estratégicos para reduzir os preços do petróleo em meio a interrupções ligadas ao conflito na região do Irã. A medida é descrita como a maior liberação emergencial já realizada pela IEA.
A IEA informou que a liberação visa compensar a queda de oferta provocada pelo fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, rota crucial pelo qual transitam cerca de 20% do petróleo mundial. Não houve prazo definido para a liberação total, mas o Japão confirmou que distribuíra 15 dias de petróleo de estoques privados e 30 dias de estoques governamentais já a partir de segunda-feira.
A operação, que marca a primeira cooperação coordenada desde 2022, ocorre em meio a ataques no Golfo. Autoridades iranianas prometeram responder a possíveis ameaças aos portos da região. Além disso, houve ataque a navios na área de Hormuz, com o 17º incidente registrado desde o início do conflito, segundo observadores marítimos.
Dados oficiais apontam que os países da IEA possuem 1,2 bilhão de barris em estoques públicos, acrescidos de 600 milhões em inventários comerciais obrigatórios. O total representa cerca de 124 dias de suprimento perdido do Golfo Pérsico. A IEA não divulgou o cronograma exato de liberação por país.
Em meio ao cenário energético, autoridades dos EUA alertaram que não há garantia de segurança para portos de Hormuz. O comando norte-americano informou que, sob leis internacionais, portos civis usados para operações militares podem tornar-se alvos legítimos. A tensão subiu com declarações de autoridades iranianas sobre represálias.
O Irã reivindicou responsabilidade parcial por ataques a navios na região, incluindo o cargueiro Thai-flag Mayuree Naree. Ao mesmo tempo, incidentes com drones atingiram aeroportos regionais, como Dubai e Abu Dhabi, causando ferimentos em quatro pessoas e danos a infraestrutura, sem interromper totalmente as operações.
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