As importações de óleo de palma pela Índia subiram 11% em fevereiro, atingindo o maior patamar em seis meses. A maior diferença de preço em relação aos rivais estimulou as refinarias a aumentar as compras e reduzir as importações de óleo de girassol.
Dados da Associação de Extratores de Solventes da Índia (SEA), com sede em Mumbai, mostram que as compras de palma em fevereiro chegaram a 847.689 toneladas, ante 766.384 em janeiro, o maior volume desde agosto de 2025.
Para março, a SEA estima queda nas importações de palma, para cerca de 800.000 toneladas, pois o desconto de preço em relação ao óleo de soja recuou para US$ 20 por tonelada, frente US$ 100 no mês anterior.
Contexto de mercado
As importações de óleo de soja cresceram 7% em fevereiro, para 299.046 toneladas, enquanto as de óleo de girassol caíram cerca de 45%, para 145.308 toneladas. O total de importações de óleo vegetal caiu 2%, para 1,32 milhão de toneladas, devido à desaceleração de girassol.
A Índia depende principalmente da Indonésia e da Malásia para palma, e de Argentina, Brasil, Rússia e Ucrânia para soja e girassol. Há preocupação com atrasos logísticos devido a conflitos na região e possíveis interrupções no Canal de Suez e no Mar Vermelho.
Segundo especialistas, o aumento de preços dos óleos vegetais e dos fretes estimula compras rápidas para evitar compromissos futuros. A SEA ressalta ainda que conflitos geopolíticos podem elevar custos logísticos e restrigir fornecimentos.
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