O Copom reduziu a Selic de 15,0% ao ano para 14,75% ao ano nesta quarta-feira, 18 de março, encerrando um ciclo de seis reuniões consecutivas com a taxa estável. A decisão ocorreu no Brasil, diante de pressões externas e incertezas sobre o conflito no Oriente Médio.
O BC informou que os impactos do conflito na economia global devem ser observados de forma prospectiva, afetando cadeias de suprimentos e preços de commodities que influenciam a inflação no Brasil. O objetivo é iniciar o ciclo de calibração da política monetária, com cautela para novos ajustes.
Elevação da projeção de inflação para o terceiro trimestre de 2027 também foi divulgada, indo de 3,2% para 3,3%. O Comitê destacou que os riscos para a inflação se intensificaram com o início dos conflitos na região.
Contexto externo
A menor velocidade de cortes esteve ligada ao preço do petróleo, pressionado pela suspensão do tráfego no estreito de Ormuz após ações militares. O fechamento do canal impacta a oferta global, elevando custos de produção.
Economistas comentam que a alta do petróleo freou cortes mais agressivos. Dizem que o BC atua de forma gradual, avaliando impactos externos e a evolução da inflação. A leitura é de que próximos passos dependerão dos dados.
Projeções e mercado
Projeções do Relatório Focus já mostravam alta de inflação. A mediana para o IPCA em 2026 subiu de 3,91% para 4,10%. O mercado passou a esperar cortes mais lentos e Selic em 2026 ao redor de 12,25%.
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