A decisão do Copom de reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, gerou críticas entre entidades do setor produtivo. O ajuste é visto como correto, mas insuficiente para reverter a desaceleração da economia, segundo representantes de indústria, comércio e trabalhadores.
Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o corte não basta para interromper a perda de ritmo da atividade nem para destravar investimentos ou reduzir o endividamento das famílias. A entidade aponta que a política monetária permanece restritiva, mesmo com sinais de arrefecimento da inflação.
A Fecomércio-SP destaca que o início do ciclo de queda ocorreu em um cenário de incertezas, nacionais e internacionais, que limitam a intensidade do corte. A inflação de serviços continua pressionada e o aumento do preço do petróleo complica quedas mais rápidas dos juros.
Reações e perspectivas
A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) classifica o movimento como prudente diante do ambiente externo, com o economista Ulisses Ruiz de Gamboa observando que a desaceleração justificou uma política menos agressiva, mas cautelosa.
Do lado dos trabalhadores, a Contraf-CUT afirma que o corte é insuficiente para aliviar o peso das dívidas, segundo nota divulgada com o Dieese. A Força Sindical também considera o ajuste inadequado para impulsionar consumo e geração de empregos, destacando impactos nas negociações salariais.
Especialistas observam que o ritmo das próximas decisões será determinante. Indústria, comércio e trabalhadores defendem uma redução mais acelerada para estimular crescimento, investimentos e redução do peso do endividamento.
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