A Nvidia informou que retomou a produção de chips destinados ao mercado chinês após receber pedidos autorizados pela China. A declaração foi feita pelo CEO Jensen Huang durante uma entrevista coletiva ligada à conferência anual da empresa.
Segundo Huang, as operações voltam a funcionar com autorização do governo americano e aprovação das autoridades chinesas. Pequim pretende conceder as aprovações de forma gradual, para reduzir a dependência de tecnologia externa.
O contexto envolve restrições anteriores: em abril de 2025, os EUA proibiram exportações de processadores Nvidia para a China, e um acordo firmado em agosto estabeleceu o pagamento de uma comissão ao Estado, que subiu para 25% em dezembro. As entregas estavam paralisadas desde então.
A empresa desenvolveu também uma versão do processador H200 para cumprir as exigências regulatórias impostas pelos dois países. A medida busca manter a participação da Nvidia no mercado chinês dentro dos limites estabelecidos.
Autorização e cenário regulatório
A retomada acontece após a China autorizar pedidos específicos, conforme informações divulgadas nesta semana. A complexidade regulatória envolve sincronizar requisitos de Washington e Pequim para operações transnacionais.
Implicações de mercado
Analistas veem a retomada como sinal de normalização gradual do comércio de chips entre EUA e China. A Nvidia não divulgou metas de receita para o mercado chinês neste trimestre, mantendo uma postura técnica sobre as possibilidades de venda. Fontes indicam aprovação condicionada a acordos de transferência tecnológica.
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