Numa carta publicada pela Absoluto Partners, CEOs de três investidas discutem como o acionista de referência sustenta a visão de longo prazo em empresas com participação de família. O texto analisa a influência de um investidor-chave na tomada de decisões.
A RD Saúde, controlada pela Raia Drogasil, é apresentada como exemplo de corporate com participação familiar ativa no conselho e na gestão. Executivos destacam que o modelo mantém autonomia do CEO aliada a uma governança robusta do board.
Segundo Eugenio de Zagottis, ex-vice-presidente financeiro, a prática difere de corporações americanas, em que o conselho atua mais como validação. Ele aponta alinhamento estratégico constante entre as famílias acionistas e a gestão.
A reportagem observa que, em 2018, a RD Saúde investiu pesado no digital mesmo com vendas online ainda representando pouco da receita. Hoje, o canal digital representa quase um terço das vendas.
Despesas administrativas cresceram nesse período, passando de 13% para 30% da receita entre 2018 e 2024, para sustentar a transformação digital. O impacto foi sentido na margem, mas com melhoria da recorrência.
Marcilio Pousada, ex-CEO e hoje chair da RD Saúde, lembra a apreensão com a perda de rentabilidade na transição. Ele cita estratégias para conter custos de venda e financiar tecnologia e pessoas.
Entre 2015 e depois, a RD manteve expansão orgânica durante a crise, ao contrário de pares que reduziram lojas. Antônio Carlos Pipponzi foi apontado como força motriz dessa decisão de manter o crescimento interno.
O relato ressalta que a pressão de investidores e do board foi constante, mas a direção permaneceu firme na aposta por digitalização e expansão orgânica, visando equilíbrio entre crescimento e rentabilidade.
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