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BCE mantém juros, mas eleva projeções de inflação pela crise energética

BCE mantém juros estáveis e aumenta projeção de inflação para 2026 a 2,6% em meio à crise energética e incerteza sobre o crescimento

La presidenta del BCE, Christine Lagarde, durante su intervención en Fráncfort el pasado febrero.
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O Banco Central Europeu manteve estáveis as taxas de juros pela sexta vez consecutiva, mantendo o foco em dados que ajudem a medir o impacto da crise energética. A instituição elevou a projeção de inflação para 2026, em 2,6%, sete décimos acima da estimativa anterior. O comunicado aponta riscos de alta para a inflação e de baixa para o crescimento.

Para 2027, a projeção de inflação permanece próximo de 2%, e para 2028 fica em 2,1%, sem sinal de inflação enraizada. O PIB da zona do euro deve crescer 0,9% em 2026, 1,3% em 2027 e 1,4% em 2028, com a guerra afetando o ritmo econômico e reduzindo o crescimento relativo em 0,4 ponto percentual.

Christine Lagarde deve detalhar as decisões e as novas projeções em uma coletiva marcada para as 14h45, horário de Bruxelas, na quinta-feira. A reunião ocorre em meio a turbulências dos mercados, com o petróleo em alta e a incerteza sobre o ritmo da recuperação econômica.

Impacto econômico

O repentino aumento dos preços de energia eleva custos para famílias e empresas, pressionando serviços e indústrias intensivas em energia. O encarecimento pode afetar consumo, transporte e cadeia de suprimentos, ampliando a pressão sobre margens e preços ao consumidor.

As previsões do BCE refletem o cenário de choque, que pode exigir paciência na condução da política monetária. O mercado de futuros aponta para novas altas de juros em 2026, e o euríbor já acompanha esse movimento, elevando custos de financiamento.

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