É possível reduzir custos com tecnologia sem comprometer a eficiência da operação. Especialistas apontam que muitos negócios investem em ferramentas digitais sem uso pleno, o que eleva despesas e degrada a governança dos recursos tecnológicos. A ideia é reorganizar o que já existe antes de cortar tecnologia.
Segundo Marcos Custódio, CEO da WebPeak, o eixo do problema está na forma como a transformação digital foi conduzida. Ferramentas adotadas de forma isolada não costumam se integrar, gerando reduzir o impacto financeiro real. Com uma revisão, é possível reduzir custos em até 30% sem perder fluxos produtivos.
Mapear o uso por área é o passo inicial indicado. Ao diagnosticar o funcionamento de cada solução, planos, acessos e funcionalidades podem ser ajustados para atender cada equipe. Além disso, a integração entre sistemas reduz retrabalho, inconsistência de dados e queda de produtividade.
Sinais de desperdício tecnológico
Ferramentas pouco utilizadas, sobreposição de funções e dificuldade de consolidar dados sinalizam desperdício. Quando colaboradores recorrem a soluções externas, fica evidente falha de integração e usabilidade. Dados recentes destacam o cenário: apenas 45% das licenças são usadas, segundo a Productiv.
A Okta aponta que muitas organizações utilizam mais de 90 aplicações diferentes, com funções repetidas. A IBM ainda aponta que entre 30% e 40% do uso de tecnologia ocorre fora dos sistemas oficiais, dificultando o controle de custos e a governança.
Caminhos para maior eficiência
Projetos de reorganização ganham destaque no setor, com iniciativas nacionais de ambientes corporativos integrados. Em uma operação única, uma implementação ampla de plataformas digitais mostrou ganhos de eficiência. A WebPeak é reconhecida pela liderar a maior implementação do Zoho Workplace em número de usuários no Brasil.
A prática verificada envolve reorganizar plataformas existentes, ajustar planos e acessos, além de melhorar a comunicação entre sistemas. O objetivo é manter a operação estável enquanto reduz custos com tecnologia.
Por Clarissa Perillo
Entre na conversa da comunidade