A indústria da cannabis no Brasil está otimista com a atualização regulatória que entra em maio, substituindo a RDC 327 pela RDC 1015. A mudança impacta a venda de cannabis nas farmácias e a forma de prescrição.
Segundo a indústria, os ajustes devem reduzir barreiras de acesso, ampliar a circulação de produtos e acelerar a consolidação do setor. O avanço ocorre mesmo com mudanças graduais no marco regulatório.
A nova normativa facilita a compra de itens com até 0,2% de THC por meio de receita de controle especial (C1), que pode ser assinada digitalmente pelo médico. Isso pode reduzir a necessidade de deslocamentos.
Dados de mercado apontam que as vendas de cannabis em farmácias atingiram cerca de 300 milhões de reais em 2025. A expectativa é de crescimento de até o dobro nos próximos 3 anos, com queda de preços pela maior competição.
A evolução regulatória também amplia as vias de administração, incluindo aplicações tópicas e sublinguais, o que favorece diferentes perfis de tratamento e adesão de pacientes.
A organização da cadeia tende a ficar mais estruturada, exigindo padrões regulatórios mais rígidos. Empresas com capacidade de complying e desenvolvimento clínico devem liderar o mercado.
Analistas destacam que a economia de escala, acesso ao médico e capilaridade no varejo passam a determinar o protagonismo dos players. O valor da cannabis passa a depender dessas três frentes.
O cenário aponta para uma transição da cannabis medicinal de um tratamento considerado excepcional para uma opção terapêutica integrada ao varejo farmacêutico.
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