As ações globais recuam diante de tensões no Oriente Médio, após EUA e Irã aumentarem a retórica. O ouro cai para o menor nível do ano e o dólar avança. O Brent sobe, enquanto os rendimentos sobem pela percepção de alta inflação impulsionada pelo petróleo.
Os futuros do S&P 500 caem cerca de 0,6% antes do prazo de Donald Trump para reabrir o Estreito de Ormuz. Bolsas na Europa e na Ásia operam em queda, com o Irã promovendo novos ataques no Golfo Pérsico e mantendo a hidrovia quase fechada.
O Brent é cotado em torno de US$ 113 por barril, alta de 0,6%. Rendimentos globais sobem, com o gilt britânico de dois anos marcando a maior taxa desde fevereiro de 2024. Nos EUA, Treasuries de curto prazo sobem, com o rendimento de dois anos a 3,97%. O ouro cai mais de 5%, acompanhado pela prata.
Eixos de reação e análises
Este não é um momento para otimismo: a deterioração da situação é destacada por analistas, que lembram o padrão de movimentos mercadológicos observados em conflitos anteriores. A volatilidade sinaliza cautela entre investidores.
- O plano do UBS com a guerra. O CEO Sergio Ermotti afirma que a guerra no Irã pode frear investimentos, sem alterar a estratégia do banco. A instituição manterá investimentos em tecnologia e IA para eficiência operacional, mesmo diante da volatilidade.
- Efeitos da guerra no Oriente Médio. Novos ataques iranianos no Golfo Pérsico, aliadas a pressões sobre a divulgação de políticas, impactam cadeias logísticas e de energia globais, com efeitos já sentidos nos preços de commodities.
- Danone amplia aposta em proteína. A empresa anunciou a aquisição da Huel, foco em nutrição saudável e alto teor proteico, fortalecendo seu portfólio. O acordo depende de aprovação regulatória, com termos não divulgados.
Panorama regional e perspectivas
Na agenda de mercados, as atenções continuam voltadas para o Irã, o Estreito de Ormuz e possíveis repercussões sobre inflação e ativos de risco. Dados de inflação, juros e câmbio que surgirem nos próximos dias devem orientar movimentos de traders e investidores. As próximas semanas devem definir se haverá contenção ou escalada do conflito.
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