O início da guerra entre Estados Unidos, Israel e o Irã elevou os preços do petróleo e do gás natural, acentuando a vulnerabilidade de várias economias globais. A crise energética pode afetar setores produtivos, inflação e políticas públicas em diferentes países, dependendo de sua dependência de energia.
Países do G7 aparecem entre os mais expostos, especialmente pela dependência de importação de energia. A Alemanha enfrenta desaceleração industrial, enquanto a Itália tem alta participação de petróleo e gás no consumo. O Reino Unido vê eletricidade mais ligada ao gás, com custos em ascensão.
O Japão também figura entre os mais vulneráveis, com grande participação de petróleo importado do Oriente Médio e passagem pelo Estreito de Ormuz, o que aumenta a sensibilidade aos aumentos de preços e à desvalorização de sua moeda.
Exposição regional
A região do Golfo Pérsico pode ver impactos diretos na economia, com sinais de encolhimento em áreas como Kuwait, Catar e Bahrein, caso haja interrupção de fornecimento pelo estreito. Remessas de trabalhadores expatriados também podem diminuir, pressionando economias locais.
A Índia, que importa grande parte de seu petróleo e gás, vive pressão inflacionária e queda da rupia. O custo de energia já afeta o dia a dia, com reflexos em preços de bens de primeira necessidade. Economistas reduziram previsões de crescimento.
Impactos adicionais
A Turquia observa incerteza geopolítica ao lado Irã, com reflexos no setor bancário e medidas de política monetária. O país já interrompeu cortes de juros e tem usado reservas para fortalecer a moeda.
Países emergentes enfrentam vulnerabilidade maior. O Egito projeta queda de receitas no Canal de Suez e no turismo, além do peso da dívida em moeda estrangeira. O custo de combustível atinge serviços públicos e empresas.
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