O uso do crédito consignado entre aposentados tem aumentado, com juros mais baixos que outros métodos de crédito. O benefício pode ter até 40% da renda mensal comprometida, conforme regras do INSS, o que tem sido visto como solução para despesas básicas em momentos de aperto.
Um estudo da ABBC (Associação Brasileira de Bancos) aponta que 88% dos aposentados são os principais ou únicos responsáveis pelas finanças das casas. Diante dessa função, muitos recorrem ao consignado para manter o orçamento estável.
Entre os motivos citados pelo levantamento, 56% mencionam necessidades urgentes, 35% dívidas atrasadas, 34% contas do dia a dia e 28% despesas médicas. O crédito aparece como saída para regularizar situações de curto prazo.
Especialistas orientam cautela ao contratar o consignado. O educador financeiro Reinaldo Domingos recomenda avaliar se as parcelas cabem no orçamento e, principalmente, tentar reduzir o custo de vida em cerca de 40% antes de tomar o empréstimo, para evitar comprometer o benefício no longo prazo.
Contexto e recomendações
A avaliação de cenários ajuda a entender impactos futuros. Caso haja contratação, é essencial planejar ajustes de gastos mensais e monitorar o saldo das parcelas para evitar endividamento recorrente. As informações são embasadas em dados da ABBC sobre perfis de consumo de aposentados.
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