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Boom solar na África foi sustentado por preços chineses artificiais; fim da era

Fim dos incentivos chineses eleva preços da solar na África; alta gradual pode atrasar projetos, mas continua a opção mais barata

FILE - Mark Munyua, CP solar's technician, examines solar panels on the roof of a company in Nairobi, Kenya, Sept. 1, 2023.
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Solar africano pode ficar mais caro com fim de incentivos chineses

A queda de subsídios chineses pode elevar o custo da energia solar na África a partir de abril. A China eliminará a partir de 1º de abril o crédito de imposto sobre o valor agregado (VAT) nas exportações de painéis solares e, no início do próximo ano, deixará de incentivar a produção de dispositivos de armazenamento de bateria.

A mudança ocorre em meio a um redesenho da política de exportação chinesa, que impactou preços globais desde 2022, quando módulos solares chegaram a custar euros 0,06 por watt. Com o fim dos subsídios, o preço final no continente pode subir devido aos custos de importação, frete e taxas associadas.

A África depende amplamente de tecnologia importada da China para seus projetos de energia renovável, o que torna a verificação de impactos mais complexa. Profissionais do setor avaliam que o ajuste deve ocorrer de forma gradual, sem causar elevação repentina dos preços.

Ainda assim, especialistas destacam que a solar continua sendo a fonte mais econômica de energia no continente. Mesmo com eventuais altas, o custo comparado a alternativas como diesel tende a permanecer favorável, mantendo a atratividade dos projetos solares.

A previsão é de que o aumento de preços não seja abrupto. Exportadores podem absorver parte do custo, repassar aos compradores ou reduzir descontos. Países africanos devem sentir um aperto gradual no orçamento de aquisição de tecnologia.

O impacto sobre armazenamento de baterias pode ser mais perceptível. A retirada de incentivos aumenta o peso dos custos de armazenamento, componente essencial para a confiabilidade do sistema, principalmente em áreas off-grid.

Para o setor, a mudança ressalta a necessidade de ampliar a produção local. A expansão de manufatura regional pode reduzir a vulnerabilidade a oscilações de políticas externas e fortalecer a cadeia de suprimentos africana.

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