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Brasil precisa gerir melhor a crise do petróleo, que depende da concorrência

Analista aponta que a queda do petróleo depende da concorrência com outras fontes; Brasil precisa de política de preços da Petrobras mais clara

Convém para os produtores que o preço do petróleo baixe, argumenta Ricardo Troster
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O petróleo voltou a subir nesta manhã de terça-feira, 24, em meio às incertas negociações entre Estados Unidos e Irã. O economista Roberto Troster aponta que a crise pode sinalizar novas quedas no preço no curto prazo quando há maior concorrência entre produtos.

O barril Brent avançou mais de 2% após uma queda de 11% na sessão anterior, chegando a superar US$ 100. Troster afirma que, embora seja difícil prever padrões, o preço tende a não permanecer muito acima dos preços de produtos concorrentes no longo prazo.

Outra condição citada pelo economista é a viabilidade do gás de xisto, que se torna economicamente viável a partir de valores entre US$ 60 e US$ 70 por barril. Com isso, o setor de petróleo pode enfrentar competidores que ganham espaço conforme o preço do petróleo recua.

Desempenho brasileiro e políticas de preços

Para o Brasil, a análise aponta defasagens na gestão de políticas de preços. A Petrobras não tem uma estratégia clara para reajustes, o que, na avaliação de Troster, dificulta a atuação eficaz diante das oscilações do mercado global. A reportagem destaca a importância de uma política consistente para reduzir impactos sobre consumidores e economia.

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