Ao chegar perto de completar 50 anos, a cooperativa Frimesa projeta elevar o faturamento de R$ 7 bilhões para R$ 15 bilhões até 2032, com foco na expansão da produção de suínos e na presença de mercado. A estratégia inclui ampliação da capacidade produtiva, escritório em São Paulo e rebranding da marca.
A empresa nasceu em Medianeira, no oeste do Paraná, fruto da união de cooperativas. Hoje atua integrada, com 1.062 suinocultores que criam animais sob padrões técnicos definidos pela cooperativa, o que traz previsibilidade de custos e qualidade para o produto final.
Expansão e investimentos
O processamento de suínos em Assis Chateaubriand recebeu R$ 1,35 bilhão, sendo metade de aporte próprio. A primeira etapa foi concluída em 2023 e a ampliação deve seguir até 2032. A meta é abater 15 mil animais por dia, tornando a unidade a maior da América Latina.
A direção destaca que novas aquisições dependem das condições de financiamento. O presidente executivo, Elias Zydeck, afirma que juros altos atrasam investimentos em toda a cadeia, incluindo os cooperados. Um novo ciclo de investimentos está previsto com base nas condições de mercado.
Mercado interno e externo
No mercado interno, a Frimesa aposta no aumento do consumo de carne suína. Hoje, o consumo per capita é estimado em 19 kg/ano; a projeção é chegar a 25 kg em 2032, à medida que a unidade de Assis Chateaubriand funcione plenamente.
No exterior, o setor registrou recordes de volume e faturamento em 2025, com 1,5 milhão de toneladas exportadas, avanço de 11,6% ante 2024. A Frimesa participou de 8% das exportações brasileiras e de 52% dos embarques paranaenses. Há negociações em curso com Japão e Coreia do Sul.
Novo visual
A cooperativa anunciou uma nova identidade visual, com investimento de cerca de R$ 120 milhões para ampliar a presença dos produtos no mercado nacional. A paleta roxa passa a protagonizar embalagens, com linhas tradicionais como linguiças ganhando versões com temperos. As novidades serão apresentadas na APAS Show, em maio, em São Paulo.
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