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Grupo Fictor: Rafael Góis e negócios ligados a operação da PF

PF realiza operação contra CEO do Grupo Fictor, investigando fraudes na Caixa; empresa enfrenta recuperação judicial e perdas superiores a R$ 500 milhões

Logo do Grupo Fictor, empresa deRodrigo Góis, alvo da PF nesta quarta
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A Polícia Federal realiza nesta quarta-feira uma operação que mira o CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis. A ação investiga uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias na Caixa Econômica Federal, com prejuízos que podem ultrapassar 500 milhões de reais.

Segundo a PF, o grupo envolve a holding administrada por Góis, ligada ao Banco Master, após uma tentativa de aquisição da instituição em novembro do ano passado. A empresa enfrenta recuperação judicial com compromissos estimados em 4 bilhões de reais.

Fictor: trajetória e negócios

Fundada em 2007 para soluções tecnológicas, a empresa passou por private equity em 2012. Em 2016 expandiu o portfólio e, em 2018, atuou em commodities e agronegócio. Em 2022 virou holding, reunindo dez empresas.

Nos últimos anos, a Fictor abriu operações no setor de energia com a Fictor Energia e realizou um IPO reverso, listando ações na B3 com o ticker FICT3. Em 2024 lançou a FictorPay, voltada a soluções financeiras.

Expansões e patrocínios

Em 2025, a companhia abriu escritórios em Miami e Lisboa, ampliando atuação internacional. O portfólio atual inclui Fictor Alimentos, FictorAsset e FictorPay, entre outras unidades, além de projetos de infraestrutura.

A Fictor também ganhou visibilidade no esporte, patrocinando o Palmeiras até 2025, com contrato de 30 milhões por temporada. Em março de 2025, o acordo ganhou mais três anos de vigência, prorrogáveis por mais um.

Recuperação judicial e impactos

Em 1º de fevereiro de 2026, a Fictor pediu recuperação judicial, citando crise de liquidez relacionada à tentativa de aquisição do Banco Master. A empresa informou ter recebido 3 bilhões de reais de aportes até novembro de 2025, com saques subsequentes.

As ações da subsidiária Fictor Alimentos sofreram forte queda após o anúncio, com perdas de cerca de 50% entre novembro e fevereiro. Entre fevereiro e março, as ações caíram aproximadamente 30%, com recuo de 42% em março.

Consequências para parceiros

O Palmeiras anunciou a rescisão do contrato, citando inadimplência e o pedido de recuperação judicial. O clube estuda medidas legais para receber valores devidos pela empresa. A rescisão ocorreu um dia após a divulgação da situação financeira.

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