O governo e o sistema financeiro acompanham de perto o endividamento das famílias, que chegou a 29% da renda. O foco é principalmente nas linhas mais caras, como o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial, que elevam o peso da dívida.
As instituições avaliam que o cenário atual pode exigir renegociação de dívidas com os clientes mais endividados, similar ao que ocorreu em 2023. A ideia de limitar os juros do rotativo, porém, não conta com apoio majoritário entre os participantes do debate, segundo apuração.
Um efeito temido é a redução da oferta de crédito caso o custo de captação e de concessão permaneça elevado. Com menor disponibilidade de crédito, o custo tende a subir, o que não seria favorável em ano eleitoral. Executivos lembram que políticas precisam aliviar o bolso das pessoas, não apenas discurso.
Os bancos já adotam postura mais seletiva na concessão de crédito, como resposta ao cenário de custos elevados. A instabilidade externa e o ritmo gradual de recuo da Selic também colaboram para o aperto. A paralisação ou atraso de cortes de juros permanece como fator agravante.
Uma linha de atuação discutida pelos brasileiros é incentivar a renegociação de dívidas, em especial por meio de programas como o Desenrola Brasil, adotado em 2023. O objetivo é facilitar a reorganização de faturas sem comprometer o acesso a crédito no futuro.
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