A China Eastern Airlines fechou um acordo para comprar 101 jatos da Airbus, em uma operação de catálogo estimada em quase US$ 16 bilhões (R$ 84 bilhões). As aeronaves são da família A320neo, incluindo A320neo, A321neo e A321XLR. Entregas ocorrerão entre 2028 e 2032. A empresa informou por meio de fato relevante à Bolsa de Xangai. O objetivo é renovar frotas antigas e ampliar a capacidade.
A transação foi anunciada na noite de 25 de março de 2026. A China Eastern declara que a compra substituirá aviões mais antigos e deverá elevar a capacidade de assentos por aeronave, além de reduzir consumo de combustível e custos operacionais unitários. Pelo menos 53 aeronaves mais antigas devem ser aposentadas assim que as entregas começarem.
Contexto do mercado e impacto
A encomenda reforça o momento positivo da Airbus na China, com companhias estatais chinesas recorrendo a jatos da fabricante europeia para grandes compras. A Boeing permanece ausente de grandes pedidos públicos de chinesas desde 2017, em meio a tensões geopolíticas.
A China Eastern estima o preço total em cerca de 108,9 bilhões de yuans (US$ 15,8 bilhões) e afirmou que houve concessão de preço substancial pela Airbus, resultando em valor final abaixo da tabela. Em fevereiro, a frota da empresa somava 812 aeronaves, com 57% de origem Airbus.
Além da China Eastern, outras companhias chinesas já haviam firmado acordos com a Airbus, como Air China (60 jatos A320neo) entre 2025 e 2026, e Juneyao Airlines e Spring Airlines, com 25 e 30 jatos, respectivamente. O segmento de corredor único tem presença significativa na renovação das frotas nacionais.
Observadores e condições
Dados de mercado indicam que mais de 90% das entregas da China em 2025 foram de aeronaves de corredor único. A Iata informou fim de 2025 que a carteira global de pedidos do setor excedia 17 mil aeronaves, sinalizando demanda elevada frente a restrições de cadeia de suprimentos.
A transação ainda depende de aprovação dos acionistas da China Eastern e de autorizações regulatórias. A empresa destacou que o acordo foi aprovado pelo conselho, mas permanece sujeito a trâmites internos e regulatórios.
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